domingo, 22 de maio de 2011

Seudc/MT Seminário propõe modelos diferenciados para Educação no Campo

Construir diversos modelos de educação no campo, com várias modalidades e exemplos da pedagogia da alternância foram às metas tiradas para o ensino dos alunos da zona rural mato-grossense, durante o Seminário “Educação do Campo, Uma Política Constituinte”.

O evento foi realizado nos dias 17 a 19, no Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro) de Diamantino (188 km de Cuiabá) e contou com a participação de 120 profissionais da Educação do campo de 24 municípios do Estado, além de representantes do Espírito Santo e Distrito Federal.

A secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida participou das atividades e destacou a presença de professores formadores dos 15 Cefapros do Estado, e de educadores dos demais Estados.

“Além da troca de experiências com os professores que desenvolvem a pedagogia da alternância nas escolas do campo do Estado, também tivemos a experiência dos educadores capixabas da Escola Família Agrícola. Eles trabalham com a alternância há mais 40 anos”, contou a secretária.

Ela ainda ressaltou a participação do professor da Universidade de Brasília (UnB), João Batista Queiroz. Ele atua com as Escolas de Inserção em Licenciatura em Educação no Campo, da Universidade. “Também pudemos aprender com os exemplos trazidos pelos profissionais do Distrito Federal. E todas essas experiências contribuíram para esse processo de construção de escolas libertadoras e democráticas almejadas pela Seduc”, disse.

Para o diretor do Cefapro de Diamantino, Cezar Augusto Spindola dos Santos o seminário apontou para a necessidade da construção de escolas que sejam realmente do campo. “Nosso Estado tem vários exemplos dessa modalidade de ensino, mas ainda tem muitas unidades que reproduzem para os alunos da zona rural o ensino que é ofertado nas cidades”, disse.

Ele ressalta que o processo de discussão entre os educadores do campo irá continuar com a realização do mesmo modelo de seminário nos outros 14 pólos do Cefapro. A secretária Rosa Neide explica que a realização de mais eventos tem como meta, a construção de uma política de educação do campo baseada na pedagogia da alternância.

“Trabalhamos para que cada escola da zona rural oferte a educação voltada para a realidade de seus alunos dentro do contexto social em que eles vivem. O Estado não pode impor um modelo igual para todos”, afirmou.

Experiências

O gerente de Educação no Campo da Seduc, Rui Leonardo Souza Silveira cita que pedagogia da alternância é desenvolvida há dois anos em Mato Grosso. Atualmente 15 das 130 escolas de educação no campo do Estado desenvolvem essa modalidade pedagógica.

Essa prática pedagógica consiste em trabalhar o conteúdo curricular por áreas de conhecimento, ao invés de disciplinas, a partir da realidade dos estudantes do campo. As matrizes curriculares são construídas com base nas vivências e conteúdos repassados dentro de tempos diferenciados do ensino regular.

Os alunos trocam o conhecimento em aulas aos finais de semana (com objetivo de não atrapalhar o trabalho na zona rural) e, em outros momentos, na própria residência. “A idéia é trabalhar o currículo integrado com a própria realidade”, destaca Rui Silveira.




VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

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